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* Karin Schneider Lima
É difícil hoje não perceber que, mesmo devagar, o Brasil caminha para um acesso maior à educação. O Censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou o avanço do ensino superior completo. Segundo a pesquisa do órgão, entre 2000 e 2010, aumentou de 4,4% para 7,9% o total de pessoas que declararam ter tal nível de instrução.
Claro que precisamos avançar muito mais. Prova disso, foi a aprovação, pelos deputados da comissão especial de análise do PNE (Plano Nacional de Educação), de um investimento direto de, no mínimo, 10% do PIB (Produto Interno Bruto) em educação até final da vigência do plano, em 2020. Antes disso, em cinco anos, esse percentual deverá ser de, no mínimo, 7%. Hoje, o país aplica 5,1% do PIB em educação. Agora, o texto irá para o Senado.
Estes dados comprovam que os brasileiros já entenderam o poder da educação e buscam melhorar o padrão de vida por meio dela. Talvez, também por isso, a Educação a Distância (EAD) esteja em expansão.
Dados do Censo da Educação Superior de 2010, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), mostram que, atualmente, quase 15% das matrículas de graduação no ensino superior do país são realizadas por Educação a Distância. Isso representa aproximadamente 900 mil estudantes que fazem cursos por essa modalidade.
Segundo os números do MEC um a cada cinco novos alunos que pretendem fazer um curso de graduação prefere a modalidade EAD. Diante deste cenário, podemos concluir que o Ensino a Distância acabou se tornando uma solução para grande parte dos brasileiros, seja pela praticidade, flexibilidades no tempo ou por ter um valor mais acessível.
Isso mostra o poder da EAD. Mas por que, então, ainda existe certo preconceito para com esta metodologia? Ideias errôneas e firmadas, muitas vezes, sem o menor conhecimento da área.
Claro, como já foi mostrado inclusive pela própria Associação Brasileira de Educação a Distância, o aumento da confiança no método depende de vários fatores, como a qualidade do curso, o desenvolvimento de tecnologias de comunicação e informação, a competência dos docentes no acompanhamento dos alunos participantes, a aprendizagem efetiva dos alunos e a aceitação pelo mercado.
Com isso em mente, o importante é entender que Educação a Distância não é, como se fazia antes, apenas uma filmagem e multiplicação de uma simples aula presencial. São inúmeros recursos utilizados em prol da disseminação do saber.
Inclusive, uma pesquisa divulgada no início de abril de 2011 pelo Centro de Estudos sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (Cetic.br), órgão do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), investigou, junto aos usuários de Internet no Brasil, a utilização para fins educacionais, mais especificamente em cursos a distância. Entre os sete milhões de brasileiros usuários, 11% usam a Internet para esse fim.
Resumidamente, a flexibilidade de horários, os custos reduzidos e a conveniência são benefícios que tornam a EAD cada vez mais atrativa, difundindo o poder da educação no país.
*Artigo assinado por Karin Schneider Lima, Coordenadora de Ensino a Distância do Centro Universitário UNINTER