02
mai

Executivos de multinacionais contam como atualizam suas boas práticas tributárias

A transformação digital tem possibilitado, a cada momento, adaptações na rotina das empresas. Para se adequar à essa atual realidade, a chamada Tax Transformation (transformação tributária) dá uma nova dimensão ao setor, ampliando o compliance e reduzindo os riscos e controles. Para isso, ela soma a padronização de processos com a robotização de sistemas, dentre outras boas práticas tributárias. Essa foi a temática debatida na 26ª reunião do TDG, Tax and Deregulation Group (Grupo de Tributos e Desburocratização), em Curitiba, na última quinta-feira (28), uma iniciativa do World Trade Center (WTC) Curitiba, Joinville e Porto Alegre. 

Além da presidente do grupo, Gabriella Meneguetti, gerente tributária da Thales Digital Identity and Security, estiveram presentes Ricardo Guimarães, head de tributos na Electrolux na América Latina; Augusto Flores, vice-presidente tributário da Volvo na América do Sul; Gustavo Bizinelli, diretor tributário do Grupo Boticário; e Rafael da Rosa, gerente sênior de controladoria na Hexion na América Latina.

Para Ricardo Guimarães – que presidiu o TDG em 2021 –, a Electrolux está no meio do processo de transformação digital, em uma jornada iniciada um ano atrás. “Antes de se iniciar a transformação, é preciso definir o objetivo principal da companhia como, por exemplo, reduzir custos. Depois, definir os pilares que fazem parte desse processo, com planejamento e execução, usando a tecnologia para saber quais áreas priorizar. Por fim, nada acontece sem o engajamento da equipe, nosso maior desafio, pois envolve mudança cultural e organizacional.”

Na Volvo, o processo de Tax Transformation envolve a convivência com sistemas e plataformas antigas, porém ainda funcionais nos negócios, segundo Augusto Flores. “Várias peculiaridades de negócios e sistemas diferentes precisam coexistir em um ambiente plural como o da Volvo, mas de forma assertiva. Em paralelo, implementamos processos de governança em TI, numa estrutura descentralizada, além de parcerias com high-techs e fintechs, principalmente durante a pandemia. E tudo isso aplicado à gestão tributária, com as dores e desafios, além de benchmark com departamentos de tax em empresas não concorrentes, como fazemos no TDG.”

“Para otimizar os processos, alguns passos são essenciais, todos auxiliados fortemente pela tecnologia: padronização, com redução de etapas e gargalos; boas práticas no processamento das transações, com maturidade dos processos; combinar frequência com necessidade, eliminando relatórios não lidos ou não usados; e eliminação de situações em que duas pessoas ou departamentos executem a mesma função, sem redundância de papéis e responsabilidades”, listou Bizinelli, do Grupo Boticário.

Com sede em Ohio (EUA), a Hexion é líder global em resinas termorrígidas, pioneira em química superior que opera diversos produtos especializados e tecnologias em 55 unidades industriais pelo mundo. “Nosso processo interno de tax transformation envolveu uma mudança cultural na empresa, com implementação de soluções de softwares e machine learning, além de customizações para nossos processos, por meio de parcerias externas especializadas, na chamada outsourcing partnership”, afirmou Rosa, da Hexion.

Programa WTC de Competitividade

Criado em 2019, o Grupo TDG tem a missão de auxiliar empresas e executivos c-level dos departamentos tributários a debater, compartilhar experiências práticas e sugerir ações para as organizações participarem deste novo ecossistema tributário. O grupo faz parte Programa WTC de Competitividade, que tem o propósito de melhorar o ambiente empresarial e aumentar a competitividade das empresas através da aquisição de conhecimento e troca de experiências.

O Programa WTC de Competitividade integra o World Trade Center Curitiba, Joinville e Porto Alegre, um importante player no ambiente de negócios há mais de 50 anos, formado por diferentes grupos empresariais, públicos e privados. O WTC tem o objetivo de gerar negócios para as empresas, fomentar o comércio internacional, disseminar melhores práticas globais, além de trazer inovação e investimentos para as cidades e países em que está presente. Seus associados contam com a rede do WTCA.



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